domingo, 1 de setembro de 2013

Valores verdadeiros

"Tomamo-nos capazes de tomar decisões acertadas e com amor, baseadas em princípios e em ideias que têm valor real nas nossas vidas." Texto Básico, p. 117 

A adicção deu-nos um determinado conjunto de valores, princípios que aplicámos nas nossas vidas. "Tu empurraste-me," dizia-nos um desses valores, "por isso eu empurrei-te de volta, com força." "É meu" era outro valor gerado pela nossa doença. "Bom, talvez não fosse meu a princípio, mas gostei tanto que o tomei meu." Esses valores não eram bem valores - eram mais racionalizações - e de certeza que não nos ajudavam a tomar decisões acertadas e sensatas. Na verdade serviam principalmente para nos enterrarmos cada vez mais fundo na sepultura que já começáramos a cavar para nós próprios. Os Doze Passos dão uma dose forte de verdadeiros valores, do tipo que nos ajuda a viver em harmonia connosco próprios e com aqueles à nossa volta. Colocamos a nossa fé, não em nós próprios, nas nossas famílias, ou na nossa comunidade, mas num Poder Superior - e ao fazermos isso tomamo-nos cada vez mais seguros para podermos confiar na nossa comunidade, nas nossas famílias, e mesmo em nós próprios. Aprendemos a ser honestos, independentemente de tudo - e aprendemos a não fazer aquilo que queiramos vir a esconder depois. Aprendemos a aceitar responsabilidade pelas nossas acções. A frase possessiva "É meu" é substituída por um espírito desinteressado. Esses são o tipo de valores que nos ajudam a tomarmo-nos parte responsável e produtiva da vida à nossa volta. Em vez de cavarmos cada vez mais fundo a nossa sepultura, esses valores devolvem-nos ao mundo dos vivos. 

Só por hoje: Sinto-me grato pelos valores que tenho desenvolvido. Estou agradecido pela capacidade que esses valores me dão para tomar decisões sensatas e com amor, como membro responsável e produtivo da minha comunidade.

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